Caríssimos leitores e leitoras...
A saga continua e tem(-nos) custado... bastante.
As emoções andam à flor da pele, e a Cacau anda na cabeça de toda a gente,... de certeza que há muita gente a torcer pela pequenina Cacau.
Ontem... rumámos para a veterinária já perto da meia-noite... saímos de lá faltavam 15min, para as duas da manhã de hoje.
Hoje (domingo) fomos para a veterinária no inicio da tarde,12h e saímos de lá perto das 15h... temos feito os possiveis e impossíveis para amarrar o Gabriel e a Cacau à vida...
Amanhã (segunda-feira) rumarei para o vet. às 9:30. Provavelmente à hora que leem isto estarei eu com os néneins na veterinária...
...
Inicío hoje à 0:00, o meu turno primordial de paternidade a tempo inteiro...
Bom eu... a Ming-Ming e o Dom Fabius.
A força, o tempo, os momentos que estamos com os pequenos, que gastamos com eles, com que ocupamos a nossa vida... para segurá-los à vida são já muitos.
Cada vez mais nos afeiçoamos a eles... agora,... já olham para nós, já abriram os olhos, (como os indios diziam...) agora já lhes podemos "ver" a alma...agora (mais que nunca) custará incomensurávelmente mais se algum ficar frio e hirto...
Poderão dizer os mais racionais que não passam de animais, palavra que encerra em si um universo inferior ao humano,... mas quando passam a ser nossos, a depender de nós para viver... deixam de ser apenas
animais para serem os
nossos animais... e isso faz toda, toda a diferença.
Voltaire respondeu a Descartes no seu Dicionário Filosófico:
Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! Será porque falo que julgas que tenho sentimento, memória, idéias? Pois bem, calo-me. Vês-me entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembra tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Percebes que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento.
Vê com os mesmos olhos esse cão que perdeu o amo e procura-o por toda parte com ganidos dolorosos, entra em casa agitado, inquieto, desce e sobe e vai de aposento em aposento e enfim encontra no gabinete o ente amado, a quem manifesta sua alegria pela ternura dos ladridos, com saltos e carícias. Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas.
Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objectivo algum?
Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição.
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Por mais superior que o humano se julgue, tambem ele é um animal.
Algumas fotos... do
nossos animais:



